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11/03/2009
Cargos de decisão estão com os homens em 95% dos países. Se salários entre sexos fossem equiparados, pobreza no Brasil seria 20% menor


As mulheres ocupam a maioria dos cargos de decisão e de poder em apenas 5% dos países. Essa é uma das conclusões do mais recente Relatório de Desenvolvimento Humano, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão ligado à ONU. A pesquisa foi realizada em 120 países, e constatou que em apenas seis deles (Jamaica, Filipinas, Dominica, Santa Lúcia, Lesoto e Fiji) a maioria dos cargos relevantes esão nas mãos de mulheres. Na Jamaica, as mulheres são 59% dos líderes; nas Filipinas, 58%; em Dominica, 57%; em Santa Lúcia e em Lesoto, 52%; e, em Fiji, 51%. Com a exceção de Lesoto, são países nos quais o turismo tem papel central na economia. Foi apurado o sexo dos ocupantes dos principais caros legislativos, de gerência e do funcionalismo público de alto escalão de todos os países pesquisados. O estudo foi divulgado pelo site do PNUD no Brasil.

Segundo a pesquisa, dentre os países ricos, a menor desigualdade entre os sexos está nos Estados Unidos, onde as mulheres estão com 42% dos cargos relevantes. Na Islândia, país de maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), só 29% dos líderes são mulheres. No Brasil, o percentual de mulheres em cargos relevantes chegou a apenas 35%.

Tal diferença é relevante, assim como a igualdade de participação entre os dois sexos. No Brasil, as mulheres ganham, em média, 34% a menos que os homens. Segundo dados do próprio PNUD, também divulgados neste ano, a equiparação salarial entre homens e mulheres é uma variável potencialmente redutora da pobreza. Segundo o PNUD, no Brasil, o número de pobres seria 20% menor se houvesse a equiparação salarial entre os dois sexos. Tal diferença salarial entre os gêneros persiste mesmo após legislação brasileira proibi-la explicitamente (Consolidação das Leis do Trabalho - CLT).

Veja também:

Divulgação do estudo sobre mulheres em postos de poder pelo PNUD

Divulgação sobre o estudo que relaciona igualdade de gêneros no trabalho e pobreza, pena UnB

Palavras-chave:
Diferenças de gênero, antropologia social, sociologia, sexo, relações trabalhistas

 

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