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Agência de Notícias Prometeu

17/02/2009
12% dos sucos de frutas têm problemas de higiene, constata UFRJ


A qualidade dos sucos de frutas é preocupante, segundo pesquisa realizada na região metropolitana do Rio de Janeiro para a dissertação de mestrado de Andrea Bittencourt de Santana Teixeira, do departamento de Ciência de Alimentos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Chega a 12% o percentual de amostras com níveis de contaminação que ultrapassam o máximo permitido pelos padrões de segurança estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A coleta de amostras -- dos sabores mais vendidos: acerola, melão, açaí, morango e laranja.-- foi feita durante dez meses, de frutas in natura e de polpa congelada, coletadas, respectivamente, na Baixada Fluminense e na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foram constatadas elevadas quantidades de coliformes termotolerantes – presentes no intestino humano e resistentes a temperaturas de até 45 ºC – e de salmonella spp, gênero de bactérias que causa febre, náuseas, diarréia e que pode, inclusive, levar à morte, segundo informa a Agência UFRJ de Notícias, que divulgou o estudo. Segundo a pesquisadora, a contaminação pode acontecer em diversos momentos (embalagem, preparação do suco etc), inclusive na própria coleta da fruta, caso ela não seja higienizada adequadamente ou não passe pelo tratamento térmico.

A pesquisa também adicionou microorganismos aos sucos, para apurar quais seriam os mais resistentes à proliferação de bactérias. Verificou-se que o suco de melão é o ambiente no qual os microorganismos se reproduzem com maior velocidade, e o suco de laranja aquele no qual eles menos se reproduziram. A maior ou menor reprodução de organismos depende de fatores intrínsecos da fruta, tais como acidez e quantidade de açúcar. Teixeira também alerta as pessoas que possuem juicers, máquinas que processam a fruta inteira, que precisam ser muito bem lavadas, pois o menor acúmulo de detritos pode provocar a proliferação de culturas de bactérias. As geladeiras também precisam de limpeza regular para evitar o problema, já que a temperatura fria não elimina a bactéria, apenas evita sua reprodução acelerada.



Veja também:

Divulgação do estudo pela Agência UFRJ de Notícias

Palavras-chave:
Higiene, vigilância sanitária, engenharia de alimentos, medicina, epidemiologia, saúde pública

 

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