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Agência de Notícias Prometeu

10/02/2009
Mais um fator de risco para a obesidade adolescente: os pais


Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) preocupou-se em estudar a óbiva situação na qual a alimentação dos pais interfere no que seus filhos adolescentes comem. Porém, ao medir o intensidade desta influência, comparando adolescentes com pais que têm e que não têm maus hábitos de consumo, os pesquisadores concluíram que ela é tão intensa que já pode ser considerada um fator de risco para a obesidade adolescente. Segundo a pesquisa, adolescentes cujos pais tomam refrigerante todos os dias tendem 40% a mais a tomar refrigerante diariamente, na comparação com adolescentes cujos pais não tomam a bebida diariamente. Adolescentes cujos pais comem porções de frutas ou hortaliças diariamente tendem 16% a mais a fazer o mesmo, na comparação com aqueles cujos pais não consomem esses produtos com a mesma freqüência. Os cruzamentos de informações também chegaram a conclusões interessantes. Por exemplo: quase metade (48%) dos adolescentes cujos pais tomam refrigerante diariamente comem fast food pelo menos uma vez por dia, enquanto que entre os adolescentes cujos pais não tomam refrigerante diariamente este percentual diminui para 39%.

A preocupação com a obesidade adolescente deve-se ao fato de que, nos Estados Unidos, ela já é considerada uma epidemia. No estado da Califórnia, por exemplo, aproximadamente um terço (30%) dos adolescentes têm sobrepeso ou são obesos. Diariamente, mais de dois milhões de adolescentes californianos (62%) tomam refrigerante e 1,4 milhões (43%) comem fast food. Apenas 38% comem cinco ou mais porções de frutas e vegetais diariamente. Os pesquisadores acreditam que a solução passa pela questão econômica e do mercado de alimentos. Segundo eles, pessoas com menores ganhos têm maiores dificuldades em oferecer, nos Estados Unidos, alimentos mais saudáveis aos adolescentes, enquanto alimentos como fast food são mais disponíveis a esse público.

Veja também:

Divulgação desse estudo pela Universidade da Califórnia em Los Angeles

Página onde se pode fazer o download do relatório completo da pesquisa

Palavras-chave:
Obesidade, adolescência, família, relação familiar, consumo familiar, endocrinologia, medicina

 

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