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03/02/2009
Professoras de ciências sofrem preconceito


Os estudantes, em geral, avaliam de forma mais generosa os professores de ciência homens, na comparação com as professoras, mesmo que ambos tenham tido a mesma formação e apliquem os mesmos métodos de ensino. Esta é uma das conclusões de uma pesquisa feita junto a 18 mil alunos de física, química e biolegia em 63 colégios norte-americanos. Notou-se que o maior preconceito estava entre os estudantes de física, onde tanto homens quanto mulheres avaliam de forma pior as professoras. Entre estudantes de biologia e de química, o preconcieto também ficou claro entre os estudantes do sexo masculino, mas não entre as alunas. A pesquisa foi feita pelas universidades de Clemson, Virginia e Harvard (EUA), e é assinado, entre outros, por Geoff Potvin e Zahra Hazari, ambos do departamento de educação científica de Clemson. Foi publicada na edição de janeiro da revista Science Education.

O preconceito resiste mesmo após feitos os ajustes de acordo com performance acadêmica, experiências em sala de aula e suporte familiar dos professores e professoras. Também não foram notadas diferenças nos resultados obtidos por alunos no aprendizado da matéria, seja qual for o sexo do corpo docente. Os pesquisadores acreditam que há um preconceito de gênero específico de algumas disciplinas, que deve impactar negativamente não apenas estudantes do sexo feminino, mas também influir no fato de haver menos mulheres nas áreas de tecnologia, enenharia e matemática.

Esse estudo também concluiu, entre outras questões sobre o relacionamento com os alunos, que tantos homens quanto mulheres gostam mais dos professores que tornam mais simples as matérias, realizando, por exemplo, comparações ou aplicações práticas do que está sendo estudado.



Veja também:

Resumo desse estudo na revista Science Education

Divulgação desse estudo pela Universidade de Clemson

Matéria da revista ComCiência sobre mulheres no ambiente científico no Brasil

Matéria sobre brasileiras cientistas na revista Estudos Avançados



Palavras-chave:
Preconceito na Ciência, educação científica, gênero, universidades

 

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