|
|
29/01/2009
Atividades síncronas ampliam vontade de colaborar
Fazer coisas em conjunto e em sincronismo com outras pessoas, tais como cantar,
marchar, dançar ou mover objetos em brincadeiras como a de "escravos
de Jó", atividades que são utilizadas há séculos
por instituições como os exércitos e as igrejas, realmente
ampliam a vontade de colaborar com outros para chegar a objetivos em comum.
Estas são algumas das conclusões de um estudo publicado
na edição de dezembro da revista Psychological Science
(volume 20, capítulo 1, pg.1 - 5), assinado por Scott S. Wiltermuth e
Chip Heath, do Departamento de Comportamento Organizacional da Stanford University
(EUA). Essa cooperação inclui até mesmo a elevação
da quota de sacrifícios pessoais em favor do grupo, inclusive quando
se trata de ganhar dinheiro.
Para a pesquisa, foram realizadas experiências nas quais se submetiam
grupos de estudantes a atividades síncronas e outras sem sincronicidade.
Numa delas um grupo andou marchando pelo campus, enquanto outro fez o mesmo
percurso andando normalmente. Depois, os dois grupos foram submetidos a um jogo sobre economia no qual ganhava mais pontos quem mais colaborasse entre si.
Em outra experiência, os alunos deveriam fazer movimentos com um copo enquanto
ouviam uma música com fone de ouvido, sendo que um grupo fez as atividades
em sincronicidade, ouvindo a música ao mesmo tempo, e o outro não.
Depois foram também submetidos a um jogo sobre economia, no qual
se poderia realizar ações financeiras em contas individuais ou
em uma conta coletiva. Em todos os casos, os estudantes dos grupos que realizaram
atividades síncronas mostraram maior vontade de trabalhar em conjunto
e colaborar com os parceiros, inclusive renuncianto a um ganho individual em
favor do ganho coletivo.
Os autores acreditam que os rituais de sincronicidade possam ter tido relevante
papel na evolução dos grupos sociais humanos, levando alguns grupos
a se sobressaírem em relação a outros.
Veja também:
Divulgação
desse estudo pela Association for Psychological Science
Resumo
desse estudo na revista Psychological Science
Contato com o autor Scott S. Wiltermuth
Palavras-chave:
Psicologia social, psicologia científica, psicologia organizacional, evolução humana
Agência
de Notícias Prometeu ©. Todos os direitos reservados.
|
|
|
|
Princípios
à mesa
Para não perder a identidade,
o paulista pode comer sua história. Literalmente.
Leia
a resenha
O
fetiche visto por um subversivo Bruno Latour encontra o fetiche
na sociedade "moderna", inclusive nos laboratórios.
E alerta para o uso que fazem dele (Editora Edusc).
Leia
a resenha
O
Atleta e o Mito do Herói. O esporte nos oferece uma excelente
análise para se entender as mitologias modernas e como a mídia
pode interferir nelas (Casa do Psicólogo).
Leia a resenha
Revelações
e mágoas de um pouso nem tão suave na democracia.
Num belo exemplo de história oral, o dia em que Maluf balançou
as forças armadas e muitos outros bastidores apetitosos (Editora
FGV).
Leia
a resenha
Manual
de Radiojornalis- mo. Produção, ética e internet
O livro deixa de lado o cinismo para falar de ética. Reconhe-
ce até a inexistência da imparcialidade (Campus).
Leia
a resenha
|
|