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Agência de Notícias Prometeu

28/01/2009
Vacas tratadas pelo nome produzem mais leite


A qualidade do relacionamento dos tratadores com o rebanho bovino é um fator determinante para o aumento da produção de leite. Vacas que são tratadas como indivíduos, que são bem conhecidas pelos tratadores e têm nome próprio, são capazes de produzir de 200 a 258 litros de leite a mais por ano, em média, na comparação com vacas que não têm esse tratamento individualizado. Em todas as fazendas nas quais as vacas têm nome próprio (46% do total pesquisado) há maior produção de leite por animal. Estas são algumas das conclusões de uma pesquisa realizada por Catherine Bertenshaw e Peter Rowlinson, da Universidade de Newcastle (Reino Unido). A pesquisa foi publicada na edição deste mês da revista Anthrozoos (volume 22, núm. 1, spring of 2009, pp. 59-69).

Foram ouvidos para a pesquisa 516 fazendeiros da Grã-Bretanha. Verificou-se que apenas 21% dos fazendeiros acreditam que o gado poderia ter algum tipo de medo com relação aos humanos, porém uma parte muito maior acredita que o gado é mais dócil quando já teve algum contato com o ser humano (48%) ou que tenha menor produção de leite devido ao contato traumático anterior com seres humanos (9%). A maioria acredita que as vacas têm sentimentos (90%) e que elas são inteligentes (78%).

Segundo os pesquisadores, o resultado é um alerta para as fazendas comerciais para produção industrial de leite, que tendem a massificar o tratamento dos animais.

Veja também:

Resumo desse estudo na revista Anthrozoos

Divulgação desse estudo pela BBC Brasil

 

Palavras-chave:
Antropologia animal, agropecuária, economia, agricultura, agronegócios, psicologia animal, veterinária

 

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