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27/01/2009
Mortalidade no SUS é menor que a de planos privados no tratamento hospitalar de infarto
A mortalidade de pacientes vitimados por enfarto agudo do miocárdio
atinge índices muito similares quando se avalia separadamente pessoas
tratadas em hospitais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que é
público, e pessoas tratadas em hospitais por meio de seus convênios
médicos. As mortalidades hospitalares foram de 11,4% e 10,3%, respectivamente.
A pesquisa foi realizada com 1.588 pacientes que tiveram infarto agudo do micárdio,
com idade média de 63,3 anos (71% eram homens), entre os anos de 1998
e 2005. Eles foram acompanhados por até 7,5 anos (em média, por
2,9 anos). Esse acompanhamento também permitiu à pesquisa constatar
que, a longo prazo, as chances de sobrevivência nos grupos foram diferentes,
sendo de 70,4% para o grupo dos convênios particulares e de 56,4% para
o grupo tratado pelo SUS. Portanto, os pacientes do SUS, no tratamento pós-operatório,
apresentaram probabilidade significativamente maior de óbito (36% a mais
de chance), sendo que o estudo constatou que há uma nítida relação
entre planos de saúde e nível sócio-econômico dos
pacientes, e também entre estes e o acesso a procedimentos e terapêuticas
que, potencialmente, influenciariam a evolução da saúde
dos pacientes que não estavam no grupo do SUS. A pesquisa que trouxe
essas informações foi publicada
na edição de dezembro da revista Arquivos Brasileiros de
Cardiologia, assinada, entre outros, por José Carlos Nicolau, do
Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade
de São Paulo (USP).
Os pacientes do SUS foram tratados no Instituto do Coração (Incor),
enquanto que os de planos de saúde foram tratados em diversos locais
diferentes. A pesquisa também verificou que procedimentos que alguns
tiveram, como cirurgia de revascularização miocárdica e
angioplastia, melhoraram o prognóstico dos pacientes, enquanto que idade
e história de infarto prévio, diabete ou insuficiência cardíaca,
pioraram o prognóstico.
Veja também:
Íntegra
desse estuda na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Palavras-chave:
Cardiologia, planos de saúde, saúde pública, políticas públicas de saúde, SUS, cobertura universal de saúde, infarto do miocárdio
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