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Agência de Notícias Prometeu

23/01/2009
Suplementos vitamínicos contém anabolizantes ilegais, conclui estudo do Adolfo Lutz


Uma pesquisa que avaliou 111 produtos de suplementação vitamínica comercializados no estado de São Paulo concluiu que há graves irregularidades na composição desses produtos. A pesquisa encontrou 28 amostras que continham substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular. Destes, 7% continham, em suas fórmulas, sais do hormônio masculino testosterona, o que indica que eles tinham esteróides anabolizantes, cuja venda é proibida no país. A pesquisa foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), de São Paulo, e contou com a participação, entre outros, da pesquisadora Maria Regina Walter Koschtschak, da Seção de Antibióticos do IAL. A pesquisa foi divulgada esta semana pela Agência Fapesp. Koschtschak declarou à Agência que "18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras.”

A pesquisa também indicou que 85,6% dos produtos não continham informações suficientes sobre sua procedência, e não indicavam no rótulo a presença de alguns dos produtos que continham. São produtos geralmente utilizados por atletas, praticantes de musculação e fisiculturismo como forma de ganhar massa muscular, mediante o estímulo à produção de hormônios masculinos. Porém, sua utilização sem orinetação médica e sem atenção aos efeitos colaterias, pode gerar, segundo declarou a pesquisadora, impotência sexual, desordens menstruais, insônia, dor de cabeça, acne, aumento dos níveis de colesterol, problemas cardíacos, crescimento indevido de pelos, aumento de agressividade, engrossamento da voz, aumento da pressão sanguínea e até infarto do miocárdio.



Veja também:

Divulgação da pesquisa pela Agência Fapesp

 

Palavras-chave:
Fisiculturismo, corpo, hormônios, medicina, esporte, jogos olímpicos

 

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