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15/01/2009
Depressão dá barriga
A hipótese de que a depressão causa obesidade abdominal ronda
os consultórios médicos há anos, mas pouco se havia avançado
na sua comprovação. Um estudo feito em grande escala e publicado
na revista Archives of General Psychiatry (vol. 65, n. 12) de dezembro comprova
esta teoria ao concluir que pessoas deprimidas realmente têm maior produção
de gordura visceral do que pessoas que não possuem sintomas depressivos.
O estudo acompanhou por cinco anos 2.088 pessoas com idades entre 70 e 79 anos
nas cidades de Pittsburgh e Memphis (EUA). Foram feitos exames rotineiros medindo
a presença de sintomas depressivos, o índice de massa corporal
(peso dividido pela altura) e o porcentual de gordura corporal em várias
partes do corpo. Verificou-se que a obesidade abdominal se amplia em pessoas
depressivas independentemente da eventual obesidade que a pessoa já tivesse
antes do início do estudo. Depois de ajustados aos dados de estilo de
vida e obesidade de cada um, os resultados indicaram que pessoas com sintomas
depressivos antecipam em cinco anos seu diâmetro sagital (obtido por meio
da imagem gerada por tomografia computadorizada, tendo-se como pontos de referência
as paredes anterior e posterior do abdome) e sua gordura visceral. O estudo
foi assinado, entre outros, por Nicole Vogelzangs, do VU
Medisch Centrum, de Amsterdã (Holanda).
Os pesquisadores acreditam que esses resultados indicam a possível existência
de mecanismos fisiopatológicos que relacionam positivamente a depressão
com a acumulação de gordura na região abdominal do corpo.
Portanto, podem ajudar a explicar por que a depressão também eleva
os riscos de outras patologias, tais como diabetes e doenças cardiovasculares.
Veja também:
Resumo
desse estudo na revista Archives of General Psychiatry
Palavras-chave:
Psiquiatria, epidemiologia, medicina preventiva, geriatria, biometria, medicina, psicologia
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