Busca no site 

 
 Quem somos
 Consultoria
 Conteúdo
 Camarote
 Assinatura
gratuita
   Escolha seu tipo de busca:
  
  Busca avançada
Jornalistas e
cientistas
Perguntas
freqüentes
Irreverência
Privacidade
Conteúdo
Anuncie
Assinatura
gratuita
 
Administração e contabilidade: Rodrigues & Associados. Realização: Baú de Idéias Jornalismo. Agência de Notícias Prometeu®. Todos os direitos reservados.
Agência de Notícias Prometeu

10/01/2009
Brasil bate recorde em mortes por queda de raios. É mais fácil ser atingido por um raio do que ganhar na Megasena com uma aposta simples


Desde 2001, quando o levantamento começou a ser feito, nunca morreram tantos brasileiros devido à queda de raios quanto em 2008. Foram 75 mortes, contra 47 ocorridas no ano de 2007. O levantamento consta de um relatório detalhado sobre o ano passado elaborado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O recorde anterior, de 73 mortes, tinha ocorrido em 2001. Segundo o relatório do Elat, o próprio número de raios também cresceu no ano passado, com mais de 60 milhões de ocorrências. Segundo declarou o pesquisador Osmar Pinto Júnior, do Elat, ao jornal O Globo de 09 de janeiro, que divulgou o estudo, o crescimento do número de ocorrência seria devido ao fenômeno La Niña (esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico).

Em 2008, a maioria dos casos de morte ocorreram no verão (61%) e na primavera (23%). A maior parte ocorreu ao ar livre e 76% das vítimas eram homens. O perfil humano mais atingido é o de homens adultos trabalhando em zonas rurais (30%). No mapeamento por tipo de local, a maioria dos casos aconteceram em zonas rurais (63%), outros 22% em zonas urbanas, 10% em rodovias e 5% em litoral. Por regiões do país, a Sudeste teve o maior número de casos (39%), seguida pelo Nordeste (32%), sul (15%), Centro-oeste (9%) e Norte (5%). São Paulo foi o estado que apresentou o maior número de casos (20).

O relatório divulga também que as circunstâncias mais comuns em que ocorreram mortes por raios foram o trabalho agropecuário no campo (19%), pessoas próximas de meios de transporte tais como motos (17%), pessoas dentro de casa em geral próximas a objetos ligados a rede elétrica (17%) e pessoas próximas a casas mas não dentro delas (12%). O relatório também destacou duas situações, uma por ser novidade, os primeiros casos no país de pessoas falando ao celular dentro de casa, com o aparelho ligado à rede elétrica (4%). E a segunda pelo relativamente baixo número de ocorrências: pessoas jogando futebol (5%). Segundo declaração dos pesquisadores ao jornal O Globo, um dos motivos apontados para as ocorrências com celular pode ser a troca de aparelhos fixos por linhas de celular em residências.

A divulgação do estudo pelo Elat exercitou um recorte estatístico segundo o qual a chance de uma pessoa ser acertada por um raio no Brasil, pelo menos no ano de 2008, foi de 1 em 2,5 milhões. Isso varia de região para região, sendo que a maior probabilidade esteve em Alagoas e Tocantins (1 em 500 mil) e a menor no Rio de Janeiro, Bahia e Pará (1 em 7,5 milhões). Em São Paulo, a chance foi de um em 2 milhões. Estatisticamente, portanto, é possível afirmar que é muito mais fácil para os brasileiros ser atingido por um raio do que ganhar na Megasena com um palpite simples de seis dezenas (cuja probabilidade é de 1 em 50 milhões).

Veja também:

Divulgação do estudo pelo Elat


Palavras-chave:
Ciências atmosféricas, astrofísica, ecologia, aquecimento global, La Niña, física, astronomia

 

Agência de Notícias Prometeu ©. Todos os direitos reservados.

Princípios à mesa
Para não perder a identidade, o paulista pode comer sua história. Literalmente.
Leia a resenha

O fetiche visto por um subversivo Bruno Latour encontra o fetiche na sociedade "moderna", inclusive nos laboratórios. E alerta para o uso que fazem dele (Editora Edusc).
Leia a resenha

O Atleta e o Mito do Herói. O esporte nos oferece uma excelente análise para se entender as mitologias modernas e como a mídia pode interferir nelas (Casa do Psicólogo).
Leia a resenha

Revelações e mágoas de um pouso nem tão suave na democracia. Num belo exemplo de história oral, o dia em que Maluf balançou as forças armadas e muitos outros bastidores apetitosos (Editora FGV).
Leia a resenha

Manual de Radiojornalis- mo. Produção, ética e internet
O livro deixa de lado o cinismo para falar de ética. Reconhe- ce até a inexistência da imparcialidade (Campus).
Leia a resenha