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Prometeu

07/01/2009
A revolução das veias: elas também agem contra o tecido gorduroso


Um dogma médico que parece inquestionável - o de que as veias são vítimas da gordura, que as entopem e impedem a circulação sanguínea, além de causar diversas alterações em seu funcionamento e tamanho - está sendo colocado à prova com uma pesquisa realizada pela universidade sueca Karolinska Institutet. Ela verificou que, se isto é verdade, também pode acontecer o contrário: as veias, dependendo de sua quantidade e ramificações, também podem ter uma ação decisiva sobre o tecido gorduroso, contribuindo de alguma forma para que ele seja reduzido. O estudo foi publicado na edição de 7 de janeiro da revista Cell Metabolism (V. 9, Issue 1, 99-109, 7 January 2009), e é assinado, entre outros, por Yuan Xue e Yihai Cao, ambos do Departamento de Microbiologia, Tumor e Biologia Celular do Karolinska.

Os pesquisadores verificaram que, em ratos submetidos a baixas temperaturas, o número de veias no tecido adiposo pode ser ampliado, o que transforma o tecido em "gordura marrom", densamente vascularizada, rica em mitocôndrias e que é metabolizada muito mais rapidamente pelo organismo do que o tecido adiposo "branco". A "gordura marrom" é muito comum em animais que hibernam. Nos seres humanos, é comumente encontrada em recém-nascidos e em locais como a nuca e a coluna vertebral. Segundo Yihai Cao, esta é a primeira vez que se considera que o crescimento do número de veias interfere no metabolismo da gordura, e não o contrário.

Eles acreditam que, se conseguirem de alguma forma controlar a quantidade de veias no corpo, abrirão novos caminhos não só para o combate à obesidade, mas também para o tratamento de outras patologias metabólicas, como o diabetes, por exemplo.

Veja também:


Resumo desse estudo na revista Cell Metabolism

Divulgação desse estudo pelo Karolinska Institutet

Palavras-chave:
Microbiologia, medicina, obesidade

 

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