Busca no site 

 
 Quem somos
 Consultoria
 Conteúdo
 Camarote
 Assinatura
gratuita
   Escolha seu tipo de busca:
  
  Busca avançada
Jornalistas e
cientistas
Perguntas
freqüentes
Irreverência
Privacidade
Conteúdo
Anuncie
Assinatura
gratuita
 
Administração e contabilidade: Rodrigues & Associados. Realização: Baú de Idéias Jornalismo. Agência de Notícias Prometeu®. Todos os direitos reservados.
Prometeu

16/12/2008
Mídia faz cobertura hospitalocêntrica dos serviços de saúde e não compreende o SUS


Ao cobrir assuntos referentes ao cotidiano da área de saúde, e principalmente de saúde pública, os veículos de imprensa não compreendem na integralidade que é o Sistema Único de Saúde e preferem realizar uma cobertura "hospitalocêntrica" dos fatos, ou seja, baseada em uma produção de sentidos firmada principalmente no que acontece com os hospitais. Isso acontece em detrimento de notícias que dêem visibilidade aos processos e cuidados preventivos e fazeres que promovam a saúde fora do ambiente hospitalar, como por exemplo o funcionamento dos atendimentos direcionados à periferia (Unidades Básicas de Saúde, Programas de Saúde da Família, Centros de Referência etc). Diversos programas de atendimento interdisciplinar e de prevenção ficam de fora da cobertura por não estarem inseridos naquilo que a mídia estritamente pensa ser o serviço de saúde. Essas são algumas das conclusões do estudo Crise dos serviços de saúde no cotidiano da mídia impressa, de Vera Sonia Mincoff Menegon, da Universidade Católica Dom Bosco (Campo Grande, MS), publicado na edição mais recente da revista Psicologia & Sociedade (vol.20, n. spe, 2008), da Associação Brasileira de Psicologia Social.

O estudo avaliou a cobertura que cinco jornais de Campo Grande fizeram de uma crise nos serviços de atendimento público de saúde naquela região no ano de 2005. Verificou que a cobertura hospitalocêntrica chega a reservar ao usuário dos serviços de saúde, tecnicamente o público-alvo dos jornais, um papel apenas coadjuvante. Relata, por exemplo, a divulgação dada à fala de um secretário de Saúde municipal, segundo quem a "população deve colaborar para evitar colapso no atendimento". Segundo a autora, "a população é chamada a comparecer como ator que tem um dever a cumprir, ela deve colaborar, ela deve ajudar a sanar a crise; o foco não está na ruptura do direito à saúde e na dor do não-atendimento". Da mesma forma, a rede básica de atendimento só ganha espaço na cobertura dada pela mídia para figurar como uma alternativa aos problemas enfrentados pelas Santa Casa da cidade, não sendo considerada por si mesma um agente promotor de programas específicos e também relevantes. As unidades básicas de saúde tiveram cerca de apenas 10% dos espaço dedicado pelos jornais aos hospitais (62 notícias, contra 617 dedicadas aos hospitais).

Veja também:

Íntegra do estudo publicado na revista Psicologia & Sociedade (no portal Scielo)

 

Palavras-chave:
Medicina, hospitais, SUS, Sistema Único de Saúde, atendimento básico, políticas públicas em saúde, atendimento médico

 

Agência de Notícias Prometeu ©. Todos os direitos reservados.

Princípios à mesa
Para não perder a identidade, o paulista pode comer sua história. Literalmente.
Leia a resenha

O fetiche visto por um subversivo Bruno Latour encontra o fetiche na sociedade "moderna", inclusive nos laboratórios. E alerta para o uso que fazem dele (Editora Edusc).
Leia a resenha

O Atleta e o Mito do Herói. O esporte nos oferece uma excelente análise para se entender as mitologias modernas e como a mídia pode interferir nelas (Casa do Psicólogo).
Leia a resenha

Revelações e mágoas de um pouso nem tão suave na democracia. Num belo exemplo de história oral, o dia em que Maluf balançou as forças armadas e muitos outros bastidores apetitosos (Editora FGV).
Leia a resenha

Manual de Radiojornalis- mo. Produção, ética e internet
O livro deixa de lado o cinismo para falar de ética. Reconhe- ce até a inexistência da imparcialidade (Campus).
Leia a resenha