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10/12/2008
Unifesp vai procurar remédios no "lixo" do zoológico
A biomassa do Zoológico de São Paulo (compostagem de folhagens
vegetais e dejetos de animais), que vem sendo utilizada como adubo natural para
a vegetação do próprio zôo, passará a também
servir de material de pesquisa para a Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp). Os pesquisadores da instituição vão procurar
ali microorganismos e substâncias com aplicações nas indústrias
farmacêutica, cosmética, têxtil e de combustíveis,
entre outras. Tal busca num zoológico pode ser especialmente rica, já
que estão reunidos ali cerca de 3.200 animais silvestres de várias
partes do planeta, e portanto o local reúne material biológico
originário de diversos ecossistemas, além dos restos orgânicos
da Mata Atlântica que circunda o parque. Serão recolhidos para
estudo restos de plantas, fezes, alimentos e carcaças de animais, como
informa o Departamento de Comunicação Institucional da Unifesp.
Substâncias e microorganismos como bactérias, fungos, enzimas,
micróbios, proteínas e outros podem ter grande utilização
pelas indústrias químicas em áreas como a criação
de vemífugos, de alimentos probióticos ou na destruição
de proteínas que degradam garrafas PET, por exemplo.
No convênio, está prevista a criação de um laboratório
de microbiologia no zoológico, que fornecerá técnicos e
espaço físico, enquanto a Universidade colocará à
disposição docentes e pesquisadores dos campi de São Paulo
e Diadema. A intenção dos pesquisadores é formar um grande
catálogo de substâncias potencialmente utilizáveis.
Veja também:
Divulgação
desta pesquisa pela Unifesp
Currículo
Lattes de Luiz Juliano Neto, coordenador da pesquisa
Palavras-chave:
Biologia, bioquímica, ciências biológicas, biologia molecular
Agência
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