|
|
19/11/2008
Famílias desestruturadas e violência doméstica ampliam depressão em adolescentes
Pelo menos 10% dos estudantes cariocas (entre 11 e 19 anos) apresentam sintomas
depressivos, sendo que a incidência maior é entre as meninas (13%).
A possibilidade de um adolescente ter depressão aumenta em até
6,5 vezes quando ele é vítima de violência severa cometida
pela mãe (chutes, mordidas, murros, espancamentos, ameaças, uso
de arma ou faca etc). Filhos de pais separados também têm maior
chance de se tornarem depressivos, 73% mais chances, na comparação
com adolescentes cujos pais não se separaram. Além disso, verificou-se
que meninas têm mais que o dobro de chance de apresentar sintomas depressivos
do que os meninos. Estas são algumas das conclusões de um estudo
feito junto a 1.923 alunos da 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental
e 1º e 2º anos do Ensino Médio de 38 escolas públicas
e privadas de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio
de Janeiro. O estudo foi feito por pesquisadores da Fundação
Oswaldo Cruz e publicado
na edição de outubro de 2008 (v.24 n.10 ) da revista Cadernos
de Saúde Pública, da Fiocruz.
A pesquisa, segundo a Agência Fiocruz de Notícias, também
apontou que jovens com baixa auto-estima possuem 6,4 vezes mais chances e os
insatisfeitos com sua vida, 3,2 vezes mais possibilidades. "Dois eventos
revelaram-se particularmente de risco à expressão da depressão
na adolescência: a separação dos pais e a experiência
de violência física causada pela mãe", afirma o texto
do estudo. "Essas circunstâncias da vida são capazes de alterar
o estado de bem-estar físico e mental, gerando muita insegurança".
Para os pesquisadores, há a necessidade de mais atenção
voltada para os adolescentes no que se refere à saúde mental,
não só dos profissionais, mas também do serviço
público e das próprias instituições de ensino. "É
flagrante que adolescentes com sintomas depressivos necessitam receber atenção
efetiva", afirma o texto do estudo, assinado por Joviana Q. Avanci, da
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Simone G. Assis,
do Instituto Fernandes Figueira, e Raquel V. C. Oliveira, Instituto de Pesquisa
Clínica Evandro Chagas, todos pertencentes à Fiocruz.
Veja também:
Divulgação
do estudo na Agência Fiocruz de Notícias
A
íntegra deste estudo na revista Cadernos de Saúde Pública
Palavras-chave:
Depressão, psicose, adolescência, medicina, psiquiatria, família, ambiente psicofamiliar.
Agência
de Notícias Prometeu ©. Todos os direitos reservados.
|
|
|
|
Princípios
à mesa
Para não perder a identidade,
o paulista pode comer sua história. Literalmente.
Leia
a resenha
O
fetiche visto por um subversivo Bruno Latour encontra o fetiche
na sociedade "moderna", inclusive nos laboratórios.
E alerta para o uso que fazem dele (Editora Edusc).
Leia
a resenha
O
Atleta e o Mito do Herói. O esporte nos oferece uma excelente
análise para se entender as mitologias modernas e como a mídia
pode interferir nelas (Casa do Psicólogo).
Leia a resenha
Revelações
e mágoas de um pouso nem tão suave na democracia.
Num belo exemplo de história oral, o dia em que Maluf balançou
as forças armadas e muitos outros bastidores apetitosos (Editora
FGV).
Leia
a resenha
Manual
de Radiojornalis- mo. Produção, ética e internet
O livro deixa de lado o cinismo para falar de ética. Reconhe-
ce até a inexistência da imparcialidade (Campus).
Leia
a resenha
|
|