|
|
22/10/2008
Estudo sugere que Brasil desconsidera influência da cultura na formação de jovens bebedores
O Brasil, assim como alguns outros países pesquisados, estão
desconsiderando o grande peso que a cultura local, no seu mais amplo aspecto,
pode ter na formação de hábitos relacionados a embriagues
ou a bebedores pesados entre jovens. A pouca publicidade sobre a questão,
a ausência de debates envolvendo atores importantes, como o meio médico
e os governos, assim como a ausência da discussão sobre o tema
em família são apontados como motivos para que cresça o
número de jovens vitimados pela bebiba. A pesquisa foi patrocinada pelo
International Center for Alcohol Policies
(ICAP) e avaliou moradores de sete países (Brasil, China, Itália,
Nigéria, Rússia, África do Sul e Escócia).
O estudo concluiu que a família e a sociedade têm papel regulador
decisivo na modulação da intensidade com que os jovens bebem.
No caso do Brasil, as famílias foram caracterizadas como tolerantes quanto
ao uso do álcool. A pesquisa notou, entretanto, uma dicotomia: quando
os jovens se tornam bebedores pesados, entretanto, a presença dos parentes
também é decisiva na moderação de seus hábitos.
Também haveria no Brasil, segundo os pesquisadores, uma cultura "cheia
de símbolos que se referem ao consumo de álcool, especialmente
nas artes e em alguns ritos sociais, como o Carnaval. Os pesquisadores notaram
inclusive ser a bebida motivo de orgulho (no caso da paternidade da cachaça).
É um ambiente que inibe as limitações sociais à
bebida.
Há diversos pontos em comum que os pesquisadores localizaram em todos
os países que forma pesquisados, e eles representam pontos nos quais
podem ser baseadas as ações de prevenção:
o A introdução dos jovens ao consumo de álcool normalmente
foi pelos pais, durante celebrações familiares;
o O consumo de álcool esteve primariamente associado a curtição
e socialização;
o Bebe-se mais em reuniões (festas, eventos esportivos) e em locais
públicos (bares, clubes);
o Uma experiência de bebida bem-sucedida geralmente envolve socialização
e evita problemas;
o Uma consciência em relação à bebida como uma forma
de auto-medicação (contra a timidez, por exemplo).
Veja também:
Texto
do estudo
Site do ICAP
Palavras-chave:
Alcoolismo, adolescência, adolescentes, família, socialização
Agência
de Notícias Prometeu ©. Todos os direitos reservados.
|
|
|
|
Princípios
à mesa
Para não perder a identidade,
o paulista pode comer sua história. Literalmente.
Leia
a resenha
O
fetiche visto por um subversivo Bruno Latour encontra o fetiche
na sociedade "moderna", inclusive nos laboratórios.
E alerta para o uso que fazem dele (Editora Edusc).
Leia
a resenha
O
Atleta e o Mito do Herói. O esporte nos oferece uma excelente
análise para se entender as mitologias modernas e como a mídia
pode interferir nelas (Casa do Psicólogo).
Leia a resenha
Revelações
e mágoas de um pouso nem tão suave na democracia.
Num belo exemplo de história oral, o dia em que Maluf balançou
as forças armadas e muitos outros bastidores apetitosos (Editora
FGV).
Leia
a resenha
Manual
de Radiojornalis- mo. Produção, ética e internet
O livro deixa de lado o cinismo para falar de ética. Reconhe-
ce até a inexistência da imparcialidade (Campus).
Leia
a resenha
|
|