Busca no site 

 
 Quem somos
 Consultoria
 Conteúdo
 Camarote
 Assinatura
gratuita
   Escolha seu tipo de busca:
  
  Busca avançada
Jornalistas e
cientistas
Perguntas
freqüentes
Irreverência
Privacidade
Conteúdo
Anuncie
Assinatura
gratuita
 
Administração e contabilidade: Rodrigues & Associados. Realização: Baú de Idéias Jornalismo. Agência de Notícias Prometeu®. Todos os direitos reservados.
Conteúdo de Prometeu

06/08/2008
Após uma oportunidade para trair, mulheres valorizam os namorados, enquanto os homens desvalorizam suas namoradas


O teste foi feito com 724 estudantes canadenses, homens e mulheres, todos com firmes relacionamentos amorosos heterossexuais. Foram realizados sete experimentos diferentes, sendo que os estudantes eram colocados em situações de relacionamento nas quais uma pessoa do sexo oposto, atraente e solteira, lançasse algum tipo de flerte (foram pensadas situações diferentes, inclusive por meio de uma interação virtual, pelo computador). A pessoa atraente e estranha mostrava um olhar direto e suave, grande interesse na conversa, utilizando toques gentis etc, de modo que ficasse "saliente" para os estudantes a possibilidade de um flerte. Num dos experimentos, a pessoa atraente chegava a pedir o número de telefone do estudante, que não sabia exatamente o que estava sendo testado, ou era informado que o objetivo era outro. Em seguida às cenas em que aconteceram os flertes, os estudantes foram submetidos a pesquisas nas quais era testada sua tolerância com eventuais transgressões de seus parceiros, sendo feitas perguntas sobre seus relacionamentos com o namorado ou namorada, o que ele tolera ou não tolera etc.

O resultado foi bem diferente para homens e mulheres. Num dos experimentos, dois grupos de homens foram submetidos a situações com mulheres atraentes e disponíveis nas quais, para um grupo, a mulher flertava e, para outro, ela ignorava o estudante, mostrava pouco interesse por ele ou se mostrava indisponível. O grupo que passou pelo flerte se mostrou, na pesquisa posterior, 12% menos propício a desculpar suas parceiras em eventuais falhas. Dois grupos de mulheres também foram submetidas a situação similar (um homem atraente e disponível que flertou e um que não flertou, era indisponível ou lhes dava pouca importância). Porém, para elas, a situação inverteu-se. As que foram alvo do flerte mostraram-se, depois, 17,5% mais propensas a desculpar eventuais falhas de seus namorados.

Para um dos autores do estudo, John E. Lydon, do Departamento de Psicologia da McGill University, é preciso tomar cuidado com a interpretação possível de que os homens cederiam mais facilmente à tentação da traição. Para ele, deve-se considerar uma variável que é a noção de ameaça ao relacionamento amoroso. É possível que, na verdade, os homens interpretem que um flerte possa não ser verdadeiramente uma ameaça ao seu relacionamento com a parceira. Ele baseia sua avaliação em alguns experimentos da pesquisa nos quais, antes do flerte, os homens tiveram de alguma forma sua atenção chamada para a possibilidade de que um flerte pode colocar sua relação em perigo. Nestes casos, os resultados finais foram mais equilibrados, com estes estudantes mostrando-se mais condescendentes com as parceiras após o flerte promovido por uma estranha. Para Lydon, a diferença pode estar mais na interpretação do contexto e do risco que ele apresenta do que na maior ou menor valorização do relacionamento.

O estudo foi publicado na edição de julho da revista Journal of Personality and Social Psychology.

Veja também:

Página do autor na McGill University

Publicação do estudo na revista em PDF

Divulgação do estudo pela American Psychological Association (APA)


Palavras-chave:
Comportamento, matrimônio, relações sentimentais, namoro, paixão, traição, psicologia, psicanálise, sexo, gênero

 

Agência de Notícias Prometeu ©. Todos os direitos reservados.

Princípios à mesa
Para não perder a identidade, o paulista pode comer sua história. Literalmente.
Leia a resenha

O fetiche visto por um subversivo Bruno Latour encontra o fetiche na sociedade "moderna", inclusive nos laboratórios. E alerta para o uso que fazem dele (Editora Edusc).
Leia a resenha

O Atleta e o Mito do Herói. O esporte nos oferece uma excelente análise para se entender as mitologias modernas e como a mídia pode interferir nelas (Casa do Psicólogo).
Leia a resenha

Revelações e mágoas de um pouso nem tão suave na democracia. Num belo exemplo de história oral, o dia em que Maluf balançou as forças armadas e muitos outros bastidores apetitosos (Editora FGV).
Leia a resenha

Manual de Radiojornalis- mo. Produção, ética e internet
O livro deixa de lado o cinismo para falar de ética. Reconhe- ce até a inexistência da imparcialidade (Campus).
Leia a resenha