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Agência de Notícias Prometeu

28/08/2007
Malhação "engajada" agrada mais à mulheres inseguras


As mulheres que se importam com o que os outros opinam sobre seu corpo preferem, paradoxalmente, participar de uma malhação "engajada", que dê ênfase aos benefícios para a saúde de quem faz exercício, em vez de ver destacados os benefícios dos exercícios para que se tornem mais belas. Esta é a conclusão de um estudo feito com 99 estudantes universitárias norte-americanas, divididas em quatro classes que praticaram exercícios físicos aeróbicos. Nas duas classes nas quais a professora usou roupas largas e disse frases como "vamos ficar em forma e saudáveis", as estudantes se mostraram mais participativas e encorajadas a voltar, na comparação com as duas classes nas quais a professora usou roupas mais justas e dizia frases como "vamos perder alguns gramas" ou "vamos exercitar as pernas para deixá-las lindas". Todas as mulheres pesquisadas eram portadoras do que os pesquisadores chamam de "social physique anxiety", uma patologia na qual as pessoas ficam cronicamente preocupadas com críticas sobre seus corpos. Note-se ainda o detalhe de que o índice de massa corporal médio entre essas mulheres era de 24.7, dentro do limite considerado adequado (mulheres só começam a ser consideradas fora do peso adequado com índice de massa corporal acima de 25,8).

Os pesquisadores concluíram que os instrutores e professores, assim como a auto-imagem que cada mulher tem de si própria, são variáveis com grande influência junto às pessoas que praticam exercícios físicos em academias. Uma outra variável medida na pesquisa, a colocação de espelhos em algumas das classes, não se mostrou tão influente nos resultados de satisfação com relação aos exercícios. As pesquisa foram feitas cinco a dez minutos depois que as mulheres participaram das sessões de exercícios aeróbicos. Elas responderam a um questionário sobre suas impressões e seu estado (se estavam transquilas, se se sentiam revitalizadas, exaustas etc).

A pesquisa foi realizada por Brian Focht, professor-assistente na Ohio State University (EUA), e por Thomas Raedeke e Donna Scales, da East Carolina University (EUA), e sua publicação aconteceu na edição de julho da revista Psychology of Sport and Exercise .


Veja também:

Resumo do estudo
Pesquisa sobre influência da concentração no resultado do exercício físico

 

 

Palavras-chave:
Mulheres , academia , condicionamento físico , auto-estima , auto-imagem , bulimia , anorexia , corpo

 

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