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02/05/2007
Árvores do Parque Ibirapuera estão em declínio
As árvores do Parque do Ibirapuera, provavelmente a principal
área de lazer a céu aberto na cidade de São Paulo,
precisam de atenção imediata, conclui um estudo publicado
na última edição da Revista da Sociedade Brasileira
de Arborização Urbana, volume 2, número 1, 2007.
Segundo os autores, os maciços de eucaliptos plantados no parque
nas décadas de 20 e 30 do século passado estão em
pleno declínio e necessitam de manejo para reposição
de vegetação e implantação de uma flora que
seja mais adequada ao ambiente urbano.
O estudo detectou que os eucaliptos que ali estão sofrem o "efeito
de borda" e de "estresse urbano", ou seja, quanto mais
distantes estão do centro do parque, mais degradados se tornam,
devido a ações já bem conhecidas como a poluição
do ar, mas também por causa de ações pouco estudadas,
como o calor proveniente das avenidas de alta circulação
e dos imóveis de alto padrão do entorno, que trazem consigo
maior iluminação e calor. Tal efeito climático facilita,
por exemplo, a proliferação de pragas urbanas como cupins
nestas árvores. As podas para a acomodação de demandas
e de aparelhos urbanos (fiação, pontos de ônibus,
segurança-pública etc) também colabora para esta
proliferação.
A pesquisa dividiu o parque em oito maciços de eucaliptos, concluindo
que em nenhum deles há árvores em estado "ótimo",
e em apenas quatro deles há árvores em "bom" estado
(as demais classificações foram de árvores em estados
"regular", "péssimo" ou "morta").
A pesquisa foi feita, entre outros, por Demóstenes
Ferreira da Silva Filho, engenheiro agrônomo e professor do
Departamento de Ciências Florestais da Escola superior de Agricultura
Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP).
Veja também:
Página da Esalq
Página da Revista da
Sociedade Brasileira de Arborização Urbana
Palavras-chave:
Parques urbanos , eucaliptos, ecologia urbana , calor , São Paulo , metrópoles
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