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29/09/2006
Psicologia da fila: quem vai almoçar superestima o tempo de espera
O tempo de espera na fila de almoço no Restaurante Universitário
da Universidade de Brasília (UnB)
não supera 6 minutos e 20 segundos. Mas quem enfrenta
essa realidade estima, em média, um tempo de espera de vinte minutos,
mais de três vezes o tempo real. Além disso, os usuários
que estão no início da fila, próximos de serem atendidos,
estimam que o tempo de fila é maior do que o tempo estimado pelos
que estão no fim da fila, mais distantes da comida. "Esse
resultado explica o comportamento da pessoa que precisa esperar muito
para ser atendida. É como se ela devesse acreditar que o tempo
de espera vai passar rápido, caso contrário desanima e vai
embora", afirmou à assessoria de imprensa da UnB o psicólogo
e pesquisador Fabio Iglesias, do setor de Psicologia
Ambiental do Instituto de Psicologia daquela universidade, orientado
pelo professor Hartmut Günther. Ele avaliou 32 filas de diferentes
características, entrevistando usuários a cada vinte posições
e conferindo se suas estimativas estavam corretas.
Preocupado com a elaboração de estratégias para se
lidar com o problema, Iglesias avaliou que evitar a formação
de fila é a melhor política para empresas que recebem clientes,
pois quem espera tende sempre a reclamar, como constatou o psicólogo.
As alternativas para se lidar com filas podem ser desastrosas. Oferecer
jornais e revistas aos clientes, ou deixar uma televisão ligada,
por exemplo, são medidas que podem gerar em quem espera a interpretação
de que estão tentando enganá-lo, segundo o que foi apurado.
A colocação de um relógio pode gerar ansiedade e
também queixas.
Veja também:
Pesquisa sobre o comportamento em filas de espera
Divulgação
do estudo pela UnB
Laboratório de Psicologia ambiental
da UnB
Palavras-chave:
Psicologia ambiental, filas, bancos, sistema bancário, ansiedade
Agência
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