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28/11/2001
Ausência de dados sobre pós-alta compromete estatísticas sobre infecção hospitalar
Os números da infecção
hospitalar no Brasil podem estar completamente mascarados, pois mesmo
após receber a alta médica, deixando o hospital, um paciente
que passou por uma cirurgia pode manifestar algum problema devido a uma
infecção contraída durante a operação.
Se considerado esse período pós-alta, o número de
infecção hospitalar registrado oficialmente pode crescer
em até dez vezes. Essas são conclusões de um estudo
feito pela enfermeira Roberta Helena Elias de Andrade Dantas, apresentado
à Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP)
em Ribeirão Preto e divulgado ontem pela Agência
USP. O título do estudo é Incidência de infecção
do sítio cirúrgico de pacientes submetidas a parto cesárea:
a importância da vigilância pós-alta.
A pesquisadora escolheu pacientes submetidas
a parto cesariana porque trata-se de uma grande cirurgia com tempo pequeno
de internação. Foi realizado o acompanhamento pós-alta
de diversas pacientes e verificou-se que, por esse método de acompanhamento
"a taxa de infecção hospitalar passou de 1,2% de casos
para 14,4%", afirmou Roberta à Agência USP. O mascaramento
do índice de infecção hospitalar ocorre porque os
hospitais não realizam esses procedimentos de acompanhamento pós-alta,
os próprios pacientes não retornam ao hospital após
verificar os sintomas da infecção, preferindo tratar-se
no consultório do médico e também porque os próprios
médicos não têm o hábito de comunicar esse
tipo de ocorrência como sendo infecção hiospitalar.
Segundo o Ministério da Saúde,
uma infecção pode ser considerada como motivada pela cirurgia
se manifestar-se até 30 dias após o fato. Em alguns casos
(no implante de próteses, por exemplo), á infecção
hospitalar pode manifestar-se até um ano após a cirurgia.
Veja também:
Escola de Enfermagem da USP em Riberião
Preto
Palavras-chave:
Enfermagem, infecção hospitalar, cesariana, cesárea, medicina, estatísticas
Agência
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